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Beleza Eterna

Embora não tenha nascido na capital, ou talvez até mesmo por isso, as imagens do Rio antigo sempre me fascinaram. Desde muito tempo, vir ao centro do Rio – ou “à cidade”, como muitos do interior ou do subúrbio costumam dizer – sempre foi sinônimo de andar olhando para os lados – não s̶ó̶ para ver se tinha alguém suspeito, mas para admirar as fachadas, muitas vezes decadentes, das velhas construções.

Por conta desse pequeno fascínio, foi bem recompensador aquele período da graduação quando fomos apresentados ao trabalho de Augusto Malta e Marc Ferrez. E também aquela oportunidade de falar a rapidamente a respeito da influência da arquitetura portuguesa nas ruas do centro em uma matéria para a web-tv do Crea-RJ quando, já faz tempo, trabalhei por lá (caso cliquem no link, prometam não rir do jovem JW).

Foi por isso que, tão logo comecei a pensar a respeito da possibilidade de criar esse espaço para escrever sobre a vida no centro da cidade, dei um jeito de garantir o meu exemplar do livro Rio: Beleza Eterna (Capivara Editora, por volta de R$39), organizado por Bia e Pedro Corrêa do Lago.

 

Fotos do mar chegando às margens da antiga Avenida Central, hoje Rio Branco? Tem. Registros da triste devastação do Morro do Castelo? Também. O chafariz do Largo da Carioca ou as casas coladas nos Arcos da Lapa? Também tem. Sem contar os registros de outras partes da cidade.

Fonte da Carioca e Convento de Santo Antônio em foto de Juan Gutierrez, 1893.

Ao todo, são 134 fotos, com legendas em inglês e português, numa espécie de tour por uma cidade que já não existe, em fotos dos já citados Malta e Ferrez, além de outros como Juan Gutierrez e Auguste Stahl. Aos curiosos ou saudosistas de tempos que não viveram, uma boa pedida.

 

 

 

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